| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Troglodytidae |
| Swainson, 1831 | |
| Espécie: | C. longirostris |
O garrinchão-de-bico-grande é uma ave passeriforme da família Troglodytidae.
Também conhecido como cambaxirra-grande, garrinchão-bicudo, corruíra-açu, corruiraçu, corruiruçu, framato (Ilha Grande, Rio de Janeiro), gambacheira-grande, garrincha-de-bico-grande, garrincha-açu, rouxinol (Bahia) e papa-taoca (Santa Catarina).
Seu nome científico significa: do (latim) cantans, cantare = que canta, cantando, cantar; e do (grego) orkhilos = garrincha; e do (latim) longus = longo; e -rostris, rostrum = com o bico, bico. ⇒ Garrincha com bico longo que canta.
Mede 15 centímetros de comprimento. Tem asas e cauda finamente barradas de negro e barriga avermelhada e um bico extremamente longo, 25 milímetros.
Pássaro que lembra de longe uma Corruira, não é à toa possuírem o mesmo nome popular (rouxinol). Possui marrom-ferrugem como cor predominante, ficando mais claro em algumas partes e mais intensa em outras. A cor marrom em seu dorso é mais forte e se entende da testa até a ponta da cauda, porem na altura das asas e da cauda, sua penugem marrom é toda barrada de linhas horizontais pretas. Em sua região ventral o marrom é mais claro, onde na garganta, bochechas até o tórax chega a ser praticamente branco em alguns indivíduos, e na barriga predomina um marrom-amarelado. Ao redor dos seus olhos são brancos, mas possui uma faixa transocular marrom. Seu bico é fino, cinza e bem cumprido.
Conhecido por diversas manifestações sonoras : “ Di-dío Djôu-djôu” , “djip-djíp djó, djó, djó, djó” , “Diê djwí-jôu” (canto territorial). Macho e fêmea entoam estrofes ligeiramente diversas. Usa “djo-wíd”, “dwo-doid” (chamada); “tcha-tcha-tcha”, “tcharrr” (advertência). Também possui diversas outras variações de canto e chamado , costuma variar o canto cada vez que se usa um playback , dando a impressão que cria os sons para “testar” o observador
Possui duas subespécies reconhecidas:
Aves Brasil CBRO - 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014).
É onívoro, em seu cardápio predominam artrópodes e suas larvas. Também pode ser visto se alimentando ou bebendo a água de algumas espécies de Helicônia .
Seu ninho é coberto, com acesso lateral e com um extenso puxado por cima da entrada. Além do ninho utilizado para procriar, constrói uma cestinha menos profunda e sem o puxado.
Vive na orla da mata, densa mata secundária, caatinga e também costuma freqüentar manguezais. É de índole inquieta. Locomove-se às vezes no solo pulando através da ramaria e da folhagem. Trai sua presença pelo rumor que faz remexendo e virando folhas secas a baixa altura ou no solo. Dorme no próprio ninho, às vezes o casal junto e até a família toda. O indivíduo pode fazer um pequeno ninho para dormir sozinho.
Endêmico do Brasil, característico da Caatinga e da Mata Atlântica. Possui duas populações separadas.
1. Nordeste do Brasil: Ocorre em todos os estados do Nordeste, desde o Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte até o norte de Minas Gerais.
2. Sudeste do Brasil: Ocorre a partir do sul do Espírito Santo e leste de Minas Gerais até o sudeste de Santa Catarina.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: